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Veículos elétricos impulsionarão alumínio e cobre, diz analista
21/08/2017
A mudança da gasolina para a eletricidade exigirá muita infraestrutura, que também requer muito cobre e alumínio, diz Stephen Land, gerente de fundos da Franklin Templeton

(Bloomberg) -- A explosão da procura por veículos elétricos não criará demanda apenas por lítio ou cobalto ao longo do tempo. A mudança da gasolina para a eletricidade exigirá muita infraestrutura, que também requer muito cobre e alumínio, segundo Stephen Land, gerente de fundos da Franklin Templeton.

“Com o impulso dos veículos elétricos é difícil não ficar otimista em relação à demanda por alumínio e cobre”, disse Land, cogerente do Franklin Gold and Precious Metals Fund, fundo com aproximadamente US$ 1,08 bilhão. O cobre sempre teve demanda decorrente de aparelhos automotivos e eletrônicos e o impulso dos veículos elétricos vai acelerar essa demanda.

O alumínio tem muita oferta globalmente, mas a maior parte vem da China, que está tentando reduzir sua produção devido a problemas ambientais. Este “cenário de oferta/demanda criaria uma configuração interessante a médio prazo” para ambos os metais, segundo Land.

Interrupções no fornecimento das principais minas também ajudaram a elevar os preços do cobre, que atingiram o maior valor em quase três anos e o alumínio apresenta o melhor desempenho deste ano no Bloomberg Commodity Index depois que o governo chinês ordenou limites à produção.

O que respalda a tese de Land é que os carros elétricos contêm cerca de três vezes mais cobre do que um veículo normal, segundo a Glencore. Uma quantidade ainda maior é necessária para as estações de recarga e o Exane BNP Paribas prevê que a infraestrutura aumentará a demanda em cerca de 5 por cento até 2025.

A Tesla está entre as empresas que alimentam a demanda, com planos de produzir anualmente mais de 500.000 veículos Model 3, seu mais novo carro elétrico, voltado para o mercado de massa.

Land prevê um preço de US$ 2,50 a US$ 3,50 por libra para o cobre como uma faixa razoável para o setor. A estimativa é que a US$ 2,50 por libra a maior parte das produtoras de cobre atinja o equilíbrio e que a US$ 3,50 por libra as mineradoras teriam incentivo para levar mais minas de cobre para o mercado.

Outros destaques da entrevista com Land:

- Land também comentou sobre possíveis fusões no setor de mineração. Grande parte das produtoras de ouro com um único ativo são candidatas a fusões ou vendas. Detour Gold, Pretium Resources, Torex Gold e Guyana Goldfields podem ser essas empresas. A Centamin tem mais probabilidade de ser uma compradora. Empresas de produção de ouro de média capitalização, como a B2Gold, oferecem um crescimento mais forte.
- Dentro de seus 10 maiores ativos, a AngloGold Ashanti, a Eldorado Gold e a Guyana Goldfields estão entre as empresas que parecem enfrentar descontos fortes devido ao risco geopolítico, apesar de possuírem bons ativos.
- Ele vê um caminho mais curto para a recuperação de algumas empresas de petróleo e gás em comparação com firmas de metais e mineração, mas mantém uma perspectiva de longo prazo positiva para muitas das empresas de metais e mineração e se mantém construtivo em relação ao setor.
- O setor energético tem muitos mecanismos que estão começando a ser implantados, o que deverá ajudar a estabilizar o mercado. Além disso, as expectativas são bastante baixas no setor de petróleo e gás. Isso pode criar um caminho mais curto para a recuperação.
Fonte: Infomoney (http://www.infomoney.com.br)
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