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  Vivo prevê substituir rede de cobre por fibra em até 10 anos  
  20/07/2017  
Num prazo de dez anos não vai mais haver cobre na rede da Vivo, marca da Telefônica. A companhia planeja substituir toda a rede de cobre por fibra nesse período, disse ao Valor o presidente da companhia, Eduardo Navarro.

Atualmente, a Vivo tem 3,1 milhões de acessos em cobre. Outros 5 milhões de clientes usam infraestrutura de fibra óptica, mas em apenas 1 milhão desses usuários a fibra chega até dentro do domicílio. Nos demais 4 milhões, a fibra chega a um gabinete próximo à residência, com o trecho final completado por cabo coaxial - fio de cobre revestido por material isolante e blindado. Pelos planos da empresa, tudo será substituído por fibra.

No Brasil, considerando todos os provedores, existem 24,7 milhões de clientes de banda larga, dos quais só 2,2 milhões por meio de fibra óptica.

A receita da rede fixa vem caindo continuamente para todo o mercado. Os dados mais recentes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) indicam que as operadoras em conjunto perderam quase 1,5 milhão de linhas fixas em abril de 2017, em relação a um ano antes, um recuo de 3,49%. Na Vivo, a receita líquida fixa desse serviço caiu 2,2% no primeiro trimestre, para R$ 4,1 bilhões. Também nessa rede, a receita de voz diminuiu 7,9% no período.

O serviço de voz atingiu sua maturidade e os clientes estão migrando para dados, plataforma que faz parte da estratégia central da Vivo. E é nos pacotes de internet banda larga que a Vivo vem tentando incluir a voz e TV por assinatura. Para isso, a fibra óptica é a tecnologia que permite mais velocidade e qualidade, comparada à conexão por cobre e cabo coaxial.

"Nossa estratégia é expandir muito a rede da Vivo em 4G, 4G Plus e fibra até a casa do cliente. Esperamos um crescimento muito acelerado nisso, com planos de investimento muito agressivos até o fim do ano", disse o presidente da Vivo, sem antecipar cifras para este ano. O plano de aporte para o período 2017-2019 é estimado em R$ 24 bilhões no Brasil, com foco na expansão da cobertura da rede 4G e na ampliação da infraestrutura de fibra óptica.

O custo para implantar fibra é elevado se comparado ao cobre, diz Basílio Perez, presidente da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint). Para os provedores, o custo médio da fibra de 16 pares é de R$ 10 por quilômetro instalado, incluindo o material e a mão de obra. Além disso, o custo por cliente é estimado em R$ 700, com todos os equipamentos necessários. Trocar a rede de cobre por fibra para mil clientes, por exemplo, custaria cerca de R$ 700 mil, disse Perez.

Navarro disse não ter dúvida de que a economia do país será melhor em 2017 e 2018, o que deve levar a resultados melhores. "Crescemos mais de 200% a quantidade de novos clientes no pós-pago e em mais de 40% [número de clientes] em fibra até a casa", afirmou, referindo-se aos resultados do começo do ano.

O executivo disse que a empresa também sofreu impacto da crise, especialmente no segmento de menor renda, mais representado pelo serviço pré-pago, mas o serviço de dados é muito resiliente. "Com a economia decrescendo quase 4%, nossa receita líquida cresceu quase 2%. Foi razoável dentro do contexto de mercado."

No dia 26, a Telefônica vai divulgar os resultados financeiros do segundo trimestre. Navarro já está em Madri para se reunir com o conselho de administração.
  Fonte: Valor Econômico (www.valoronline.com.br)  
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