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  Alumínio alimenta geração de empregos  
  30/11/2017  
Além da mineração de bauxita, o Estado do Pará tem produção não só de alumina, como de alumínio primário e de cabos de alumínio para a distribuição de energia. "O Pará é abençoado pelas reservas de bauxita de excelente qualidade", afirma Milton Rego, presidente executivo da Associação Brasileira de Alumínio (Abal). Ele diz que o Estado também se beneficia pela posição geográfica mais próxima dos principais mercados do mundo. "O Pará tem a condição de ser um polo minerador, gerando desenvolvimento sustentável, postos de trabalho e impostos."

De acordo com ele, o alumínio talvez seja o metal com a cadeia produtiva mais verticalizada do país. Rego contabiliza que no Brasil, para cada real investido na mineração, são gerados R$ 17,68 em toda a cadeia. "Em termos de emprego, cada um gerado na mineração significa 35 no universo do setor", afirma. Três quartos da bauxita que é minerada vêm a ser industrializados no próprio país. "No Pará, temos um exemplo de integração da cadeia que vai desde a mineração da bauxita até o produto final do alumínio".

Segundo estudos da Abal, a indústria de mineração de alumínio, quando vista a partir de uma ótica de sustentabilidade, pode mudar o ambiente em que está inserida. E cita os exemplos do Canadá e da Austrália. Para isso, entretanto, há um grande caminho a percorrer, começando pelo ambiente regulatório. A posição da entidade é de que é "insana" no Brasil a burocracia e a falta de objetividade na obtenção de licenças. O Código Mineral, que seria a base para uma previsibilidade nos investimentos, engatinha há mais de dez anos e, como é amplamente conhecida, a infraestrutura, que é vital para a viabilização de projetos, ainda é precária. Os empresários do setor lembram que a mineração compreende investimentos de longa maturação e, portanto, previsibilidade é o ponto chave neste processo.

Para Rego, o ano de 2016 foi o final de um movimento de encolhimento de mercado considerado o mais drástico na história do alumínio no Brasil. No consumo doméstico de produtos transformados de alumínio houve uma redução de 8%, que levou a demanda brasileira de produtos de alumínio para os níveis de 2010. "Já 2017, ao que parece, está apresentando um início de retomada no mercado brasileiro, puxado por aqueles segmentos que foram mais afetados durante essa recessão, em especial, o de transportes".

O consumo doméstico de produtos transformados de alumínio no período janeiro-setembro apresentou crescimento de 3% com relação ao mesmo período de 2016. Para o ano de 2017, a Abal espera um crescimento de cerca de 5% comparado ao ano passado, uma vez que o quarto trimestre indica sinais ainda mais fortes de recuperação nos principais segmentos de consumo.

Pelo lado das grandes empresas, a Hydro, conglomerado industrial norueguês, é a única companhia 100% integrada do setor no Brasil. "Além disso, o Brasil é o país no qual a Hydro mantém a maior cadeia de valor", revela Silvio Porto, vice-presidente executivo de bauxita e alumina. A companhia está presente em toda cadeia de valor do setor, desde a mineração de bauxita, passando pelo refino da alumina, produção primária e extrusão de soluções de alumínio.

Ele conta que a cadeia produtiva da Hydro no Pará envolve a Hydro Paragominas, a Hydro Alunorte e a Albras. A Hydro tem uma posição sólida no mercado de bauxita. A maior parte de sua produção é absorvida pela sua cadeia no Brasil.

Segundo Porto, cerca de 11 milhões de toneladas vêm da Hydro Paragominas. Além da participação da companhia na mina de bauxita Mineração Rio do Norte, ela tem acordos de compra e venda de 40% produção da MRN, equivalente a 7,9 milhões de toneladas em 2016. "Toda a produção que não é consumida internamente é comercializada para terceiros, representando 3,4 milhões de toneladas de bauxita por ano."
  Fonte: Valor Econômico (www.valoronline.com.br)  
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