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  EUA suspendem negociações no setor de aço e alumínio, diz governo  
  02/05/2018  
O governo brasileiro declarou nesta quarta-feira (2) que os Estados Unidos suspenderam as negociações sobre os setores de aço e alumínio e que as empresas brasileiras terão que optar pela adoção de cotas ou pagar sobretaxas para poderem exportar.

O Brasil vendeu para os Estados Unidos US$ 2,6 bilhões em aço em 2017, 80% em aço semiacabado, matéria-prima para a indústria americana. Em alumínio, foram US$ 120 milhões.

O Brasil negociava para ficar livre de restrições, mas, na manhã desta quarta-feira, o Ministério da Indústria e Comércio informou que o Brasil deveria optar por cotas ou sobretaxas, que seriam aplicadas imediatamente.

“Nos causa surpresa, pelo fato de que estávamos evoluindo com as negociações, e de repente, termos uma possibilidade de decisão unilateral”, diz Marcos Jorge Lima, ministro da Indústria e Comércio.

O setor de alumínio optou por pagar uma sobretaxa de 10%. O do aço optou pela cota, que vai ser uma média das exportações dos últimos três anos.

O setor do aço disse que a cota é menos danosa para a siderurgia brasileira. No caso dos semiacabados, as exportações devem cair 7% em relação a 2017.

“O que eu acho é que houve uma grande intransigência por parte dos Estados Unidos, que resolveram adotar de forma, eu diria que global, uma medida atingindo todos os países na mesma intensidade. Provavelmente, o que vai ocorrer no semiacabado é que os próprios americanos vão requisitar, vão precisar de mais volume. No acabado, que é onde já existe uma concorrência direto com a indústria siderúrgica americana, nós acreditamos que seria muito difícil fazer qualquer outro tipo de ajuste”, explica o presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello.

A associação do alumínio declarou que as restrições americanas trazem uma enorme dificuldade de vendas para um setor que já enfrenta competição fora dos Estados Unidos.

A imposição de tarifas e cotas é resultado de uma promessa de campanha do presidente Donald Trump: proteger empregos nas siderúrgicas americanas.

Diplomatas brasileiros admitem que as restrições ao aço e alumínio são graves para o Brasil, mas que ainda é cedo para recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) porque ainda acreditam em um melhor acordo com os americanos.

No meio da tarde desta quarta, o ministro de Indústria e Comércio esclareceu que não há uma data para as restrições serem aplicadas de fato, e aguarda a definição dos Estados Unidos.
  Fonte: G1 (http://g1.globo.com)  
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