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  Sistema de cotas derrubaria exportação de alumínio aos EUA em 32%  
  03/05/2018  
O regime de cotas proposto pelos Estados Unidos ao alumínio importado do Brasil reduziria em mais de 30% o ritmo com o qual os produtos nacionais estavam sendo enviados ao mercado americano. Por isso, conta Milton Rego, presidente da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), a indústria preferiu aceitar a tarifa de 10%.

Ao contrário de outros países, aos quais foi permitido usar uma média dos últimos três anos, o volume considerado para a aplicação de cotas no caso brasileiro foi dos últimos cinco anos. Como no primeiro trimestre o ritmo anual de exportação aos EUA era de 60 mil toneladas de manufaturados e a cota ficaria em 41 mil toneladas, a queda seria de cerca de 32%.

"Com essas duas alternativas, diga-se de passagem ambas ruins, a Abal optou pela tarifa. Era quase impossível aceitar a situação das cotas, porque com certeza haveria quebra de contratos e fim de relações comerciais", diz Rego. "Basicamente o Brasil renunciaria ao mercado dos EUA, então, no fim da semana passada, optamos pela tarifa."

Atualmente, os maiores exportadores nacionais aos EUA são a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), do grupo Votorantim, e a Novelis, que tem origem americana. O produto mais embarcado é a chapa de alumínio, muito usada nos setores automotivo e de construção. O alumínio primário é basicamente exportado para o Japão.

A sobretaxa de 10%, acrescenta o presidente da Abal, é apenas uma parte do encarecimento do produto de alumínio brasileiro colocado nos EUA. E o país sairia do sistema geral de preferências (SGP), o que já elevaria a tarifa entre 3% e 6%, dependendo do item escoado.

Por enquanto, o alumínio brasileiro está isento. "A Casa Branca emitiu aquele comunicado confuso estendendo o prazo do início da aplicação até junho", lembra Rego. "A tarifa, ao contrário das cotas, não é retroativa. Então, seguimos vendendo ao mesmo preço. Mas agora a situação é de que não há conversa, só um ultimato americano, e esperamos o início da aplicação."

A associação dá como certo que o ritmo de 60 mil toneladas encolherá por conta da sobretaxa, mas não sabe estimar quanto. O objetivo das empresas será destinar ao mercado interno parte desse volume que não irá mais para os EUA.

"Nós temos elevado os embarques para os EUA porque, no meio da crise brasileira, as empresas começaram a buscar soluções, indo para o exterior", explica. "Mas parte do que perderíamos pode ser colocado, sim, de volta no mercado interno. Prevemos crescimento de 5% a 7% do consumo brasileiro de alumínio em 2018, o que torna o momento um pouco melhor." No ano passado, o Brasil consumiu 1,27 milhão de toneladas de alumínio.
  Fonte: Valor Econômico (www.valoronline.com.br)  
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