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Em dez anos, a participação do poder público na construção caiu quase 25%
30/05/2019
Considerando a geração de valor dos canteiros, estado tinha 42,7% de participação em 2008 e foi a 31,7% em 2017. A maior perda de participação do governo foi no valor das obras de infraestrutura

Em uma década, a participação do setor público brasileiro na construção encolheu quase 25%, segundo a Pesquisa Anual da Indústria da Construção, divulgada nesta quarta-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Considerando a geração de valor das obras, a representatividade do setor público como cliente no total da construção foi de 42,7% em 2008 para 31,7% em 2017. A maior perda de participação do estado foi no valor das obras de infraestrutura, que passou de 60,3% em 2008 para 52,4% em 2017.

Entre as outras ramificações, o setor público como demandante de construção de edifícios recuou de 27,2% para 20,7%. Já os serviços especializados em construção apresentaram uma diminuição relativa menor, saindo de 23,4% para 21,7%.

A atividade da construção gerou R$ 280 bilhões em valor de incorporações, obras e serviços no ano de 2017. As obras de infraestrutura, que respondiam por 47,4% do valor da atividade em 2008, caíram para 32,2% em 2017.

Por outro lado, aumentou a representatividade da construção de edifícios (de 37,2% de participação em 2008 para 45,8% em 2017) e dos serviços especializados (de 15,4% para 22,0%).

Só entre os edifícios, o valor total das obras soma R$ 128,1 bilhões, seguido por R$ 90,3 bilhões em obras de infraestrutura e R$ 61,6 bilhões em serviços especializados da construção.

“Na ausência do governo como fomentador de recursos é preciso criar uma fórmula mais efetiva para que as empresas absorvam essa demanda e possa sustentar o desenvolvimento do Brasil”, avaliou o professor de engenharia e doutor em infraestrutura, Reinaldo Simão Fonseca, lembrando ainda falta muito para que haja, efetivamente, um envolvimento maior do mercado.

Emprego e renda

O setor da construção tinha mais de 126 mil empresas ativas em 2017 e aproximadamente 1,91 milhão de pessoas trabalhando na área. O gasto com salários, retiradas e outras remunerações foi de R$ 53,5 bilhões à época.

Em relação a 2008, porém, houve redução tanto no emprego quanto na remuneração. A média de pessoal ocupado nessas empresas caiu de 32 para 15 pessoas em 2017, enquanto o salário médio mensal encolheu de 2,7 para 2,3 salários mínimos.

Todos segmentos tiveram queda na média de pessoal no período. A mais acentuada foi em infraestrutura, de 93 trabalhadores para 42, com redução também na remuneração: a média salarial passou de 3,5 para 2,9 salários mínimos.

Na análise por região na geração do valor de incorporação, a participação do Sudeste passou de 55,5% para 49,8%. A região Norte foi de 7,9% a 5,6%. O Sul foi de 12,1% para 17,1% e Nordeste de 15,8% para 18,9%. O Centro-Oeste ficou estável (8,7%).
 
Fonte: DCI

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