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CNI vê aumento da produção industrial e queda da ociosidade em maio
26/06/2019
O indicador de evolução da produção industrial brasileira subiu para 50,9 pontos em maio, informa a Confederação Nacional da Indústria (CNI) em sua Sondagem Industrial divulgada nesta terça-feira.

No entanto, o número de empregados no setor caiu 0,3 ponto frente a abril e ficou em 48,5 pontos, indicando queda do emprego. Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando estão acima dos 50 pontos indicam aumento da produção e do emprego.

O nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) cresceu 1 ponto percentual em relação a abril e ficou em 67%, percentual maior que o registrado no mesmo mês dos quatro anos anteriores.

"Há um longo caminho a percorrer para a recuperação plena da atividade industrial", observa o economista Marcelo Azevedo, da CNI, em comentário enviado à imprensa. "Mesmo com o aumento da produção e da utilização da capacidade instalada, a ociosidade na indústria continua elevada quando comparada com outros períodos de maior atividade", diz Azevedo.

Além disso, ele destaca que a indústria continua acumulando estoques. O índice de evolução do nível de estoques efetivo em relação ao planejado vem crescendo desde fevereiro e alcançou 51,6 pontos em maio, o maior valor desde outubro de 2015 -- excluindo maio de 2018, quando os estoques aumentaram por causa da greve dos caminhoneiros. O indicador também varia de zero a cem pontos. Quando está acima dos 50 pontos, mostra que a indústria está acumulando estoques indesejados.

"É necessário que as empresas consigam ajustar seus estoques para termos um aumento mais forte da produção", acrescenta Azevedo.

A sondagem mostra ainda que os empresários mantêm as expectativas positivas. Em junho, o indicador de expectativas sobre a demanda ficou em 57,3 pontos, o de compras de matérias-primas foi de 54,6 pontos, o de número de empregados alcançou 50,8 pontos e o de quantidade exportada, 52,6 pontos. Todos os indicadores continuam acima dos 50 pontos, mostrando que os empresários esperam aumento da demanda, da compra de matérias-primas, do emprego e das exportações nos próximos seis meses.

A disposição para investir ficou estável em junho frente a abril. O indicador de intenção de investimentos teve uma pequena queda de 0,2 ponto e ficou em 52,3 pontos. Foi a quarta retração consecutiva do índice, que acumula uma queda de 4,3 pontos desde fevereiro. Mesmo assim, a intenção para investir está 3,3 pontos acima da média histórica. O índice varia de zero a cem pontos. Quanto maior o indicador, maior é a propensão dos empresários para investir.

A pesquisa foi feita entre 3 e 12 de junho, com 1.903 empresas. Dessas, 766 são pequenas, 683 são médias e 454 são de grande porte.
 
Fonte: Valor Econômico

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