ÁREA DO ASSOCIADO 
×
NOTÍCIAS
24/07/2020
Fabricantes e o varejo de materiais têm expectativas mais otimistas
Indústria e varejo do segmento tendem a obter, neste ano, faturamento em linha com o registrado em 2019

A indústria e o varejo de materiais de construção tendem a obter, neste ano, faturamento em linha com o registrado em 2019, segundo Antonio Serrano, presidente da Juntos Somos Mais, empresa da qual Votorantim Cimentos, Gerdau e Tigre são sócias. "Somos um setor de sobreviventes. As empresas estão acostumadas a lidar com crises", afirma.

Antes da pandemia de covid-19, havia expectativa de crescimento de 5% a 10% no faturamento da indústria e do varejo, de acordo com Serrano.

Segundo levantamento realizado pela Juntos Somos Mais com 1.456 proprietários de lojas de materiais de todas as regiões do país, entre 12 e 16 junho, 60,6% das entrevistadas avaliam que não terão impacto da pandemia no faturamento em 2020. Em maio, essa fatia era de 22%.

"Entre as indústrias, no mês de julho, 70% informaram esperar que o faturamento de 2020 seja maior do que o de 2019 ou igual ao do ano passado, ante 50%, em junho, 36%, em maio, e 22%, em abril", compara o executivo.

Nos últimos meses, tem havido mais demanda por materiais de construção - com destaque para produtos de acabamento - para reformas, em razão de parte das pessoas estarem trabalhando de casa, no sistema de "home office", devido à quarentena. "O consumidor vai valorizar sua casa cada vez mais", diz Serrano. Segundo ele a parcela do total de gastos dos consumidores destinada à compra de materiais cresceu em relação ao total.

Em junho, as vendas do varejo do segmento foram 23% maiores do que as de fevereiro, mês anterior ao anúncio da pandemia. A comercialização superou a de fevereiro em 8% no mês de maio. O varejo de materiais reabriu as portas à medida que a atividade de construção passou a ser considerada essencial.

A pesquisa da Juntos Somos Mais apontou que a parcela de lojas de materiais totalmente abertas era de 75,3%, em junho, ante 56% em maio. A fatia funcionando com redução de horário caiu de 39,5% para 23,5%.

As vendas à distância têm ganhado participação no total e contribuído para as expectativas de Serrano em relação a 2020. O percentual de lojas com possibilidade de compra remota com entrega aumentou de 43,6%, em maio, para 60,6% em junho. Já a fatia do varejo que permite aquisição remota com retirada em loja passou de 11,9% para 30,9%. As vendas presenciais caíram. Na contramão, cresceu a comercialização de materiais por telefone e WhatsApp.

O elevado déficit de habitações, a perspectiva de anúncio do novo programa habitacional pelo governo federal e a aprovação do novo marco regulatório do saneamento são citados por Serrano como fatores que contribuem para o aumento da demanda por materiais de construção e pela "visão menos negativa" da Juntos Somos Mais na comparação com a de maio. Por outro lado, destaca o executivo, ainda não há clareza em relação ao percentual de queda do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e de como ficarão as taxas de desemprego.
 
Fonte: Valor Econômico

22/09/2020
10/09/2020
04/09/2020
24/08/2020
24/07/2020
14/07/2020
17/06/2020
17/06/2020
10/06/2020
05/06/2020

próximo
Acompanhe também nossas Redes Sociais:
SINDICEL - Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos, Trefilação e Laminação de Metais Não Ferrosos do Estado de São Paulo