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22/09/2020
Para quase 40% dos setores da indústria, confiança já e maior que no pré-pandemia
Otimismo cresceu entre fabricantes de produtos básicos muito demandados por causa do isolamento, como alimentos e limpeza, e também nos ligados de alguma forma à construção
Em agosto, quase 40% dos segmentos industriais registraram um nível de confiança maior do que o que tinham no período pré-pandemia, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

O otimismo cresceu entre fabricantes de produtos básicos muito demandados por causa do isolamento social, como alimentos e limpeza, e também naqueles ligados de alguma forma à construção civil - plásticos e produtos de metal, por exemplo. Em máquinas e equipamentos, relacionados a investimentos, o pior ficou para trás.

A crise de confiança causada pela pandemia derrubou o otimismo da indústria de transformação em março e abril. Nesse bimestre, o Índice de Confiança do setor caiu 43,2 pontos (para 58,2), a partir de 101,4 em fevereiro.

Passado o choque e com a flexibilização do isolamento, a confiança recuperou 94% das perdas até agosto e subiu em 18 dos 19 segmentos pesquisados. Em 16 houve aumento da utilização da capacidade instalada e melhora no nível dos estoques.

Na prévia extraordinária das sondagens de setembro, divulgada na semana passada, a confiança da indústria descolou dos demais setores, com uma alta de 7,1 pontos, para 105,8 pontos, o que a levaria ao maior nível desde fevereiro de 2013.

De maneira geral, os dados apontam a continuidade da retomada da produção industrial no terceiro e no quarto trimestre deste ano, segundo Renata de Mello Franco, economista do Ibre/FGV, a despeito de segmentos importantes, como o de veículos, ainda encontrarem dificuldades para compensar as perdas do segundo trimestre.

Dos sete segmentos que já superaram a totalidade dos pontos perdidos, o destaque é o de limpeza e perfumaria, que em fevereiro tinha um índice de confiança de 76,5 pontos e atualmente está em 118,9 pontos. Seu indicador de expectativas também é o melhor da indústria, com 118,3 pontos. Dois terços do setor preveem aumento de produção, e 59,4%, ampliação do número de funcionários.

Produtos de plástico e máquinas e equipamentos, por sua vez, também estão com níveis de confiança acima de 100 pontos, marca que separa otimismo de pessimismo. Alimentos, outros produtos e informática e eletrônicos completam a lista.

Na indústria de produtos de plástico, um dos subíndices da confiança, o Indicador de Situação Atual, marcou 120,6 pontos, maior valor da série histórica. Para mais de 40% das empresas, o nível da demanda em agosto estava forte, com destaque para a demanda interna. Mais da metade das empresas prevê que os negócios nos próximos seis meses serão melhores do que no ano passado. Nesse setor, a parte de embalagens se recuperou quase totalmente das perdas do início da pandemia, algo relacionado ao delivery de alimentos e bebidas, que aumentou com o isolamento.

Em produtos de metal, o indicador de situação atual alcançou 109,9 pontos, máxima desde março de 2018, enquanto o indicador de expectativa está apenas 0,1 ponto abaixo de fevereiro (99,2). A demanda do setor está aquecida, o nível de estoques, insuficiente, e a utilização da capacidade instalada apenas um ponto abaixo de fevereiro, o que fez com que 30% das empresas assinalassem que a situação dos negócios está boa, o maior percentual desde junho de 2018. O segmento inclui a fabricação de estruturas de metal, como andaimes e outros itens usados no setor de construção, segundo Renata Franco, do Ibre/FGV.

Merecem destaque também as indústrias têxtil, de veículos automotores e química, que, apesar de não terem voltado ao patamar anterior à pandemia, são os segmentos que têm os melhores indicadores de expectativas. "O otimismo deles para os próximos três meses é boa notícia. Todos sinalizam aceleração da produção", diz.

Segundo a economista, na indústria em geral, os indicadores de produção e emprego previstos são os maiores valores desde junho de 2018. Como contraponto, o de tendência dos negócios para um período mais longo, de seis meses, tem demorado a se recuperar. "Essa dificuldade acende um alerta", pondera Renata. Ainda não dá para prever que o quarto trimestre será melhor que o mesmo período do ano passado, mas, para um setor que já vinha fraco antes da pandemia, a indústria está se recuperando melhor que o esperado.

 
Fonte: Valor Econômico

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